quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Águas próprias

Em sua chuva de cores,
Nado em meio aos restos de você

E uso sua beleza

Para não me afogar

No mar do meu eu.

7 comentários:

João Pedro disse...

tem que contar uma história da foto, não tem? pra entender melhor o texto...

Marco disse...

acho que precisa sim. hora dessas eu conto a história foto...

Marco disse...

ou você pode imaginar.

João Pedro disse...

imagino sim:
"em sua chuva de cores" - LSD
"nado em meio aos restos de você" - esquartejador
"e uso sua beleza" - invejoso
"para não me afogar" - não sabe nadar...
"no mar do meu eu" - amyr klink
ok, foram podres...

Marco disse...

boa.

Anônimo disse...

Não sei da história da foto, mas apreciei as belas palavras mesmo alheio a ela.

João Pedro disse...

nado em meio aos restos de você é bonito, o poema todo é bonito, mas essa frase diz muito com a foto. você não tem mais os desenhos coloridos dela. voce só tem os restos dos lápis de madeira, os restos que sobraram do apontador e o lápis de luz desenhado na mesa de madeira. a oposião de formas geométricas também, a ponta que machuca e o circulo que faz carinho e que, ao mesmo tempo, contêm restos daquela ponta. os dois comunicam em sombra e luz e em objetos paupáveis. porque a luz e a sombra fogem das mãos (ou sobre ela se sobrepõem). e aí você se afoga, mas ao mesmo tempo tem algo concreto em se apoiar... "os restos de você".