segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

que mar, que céu? (por quês-reflexão a niemeyer)

as formas surgiram daquele cheiro da maresia e daquele azul para cima de azul. daí iluminou-se para a igualdade das raças, deu-se conta das pessoas e de que as formas seriam casulos da riqueza, mas que sua maior beleza só poderia ser vista pelos seus desalojados.
que as possibilidades haveriam de ser, assim, sincronizadas. que deixaria a funcionalidade, e até alguma beleza, para seus interiores, que não podia abdicar do seu ofício assim. mas que para fotografia-cartão-postal tem que botar o pé na terra, andar para trás, quiçá tropeçar no que não se vê.
que as possibilidades e esperanças sejam relevantes, ninguém duvide - e converso agora sobre aquilo que se concretiza nos olhos dos mais cegos. mas que sejam principais, daí vêm esses quês e por quês. que o espírito humano é único em sua matéria, e vivo por sua energia. essa que, ao acaso ou não, irá de positiva a negativa - e que, realmente, às vezes me parece nula. que do imbróglio humano, por vezes cobertor da sua própria natureza, surge a personalidade, os feitios, os olhares e tudo mais que se vê concretizar.
que essa terra infinitamente heterogênea, como a vista em horizonte do pôr-do-sol nas águas do oceano, – e que chamaram de "pó" – independe das possibilidades que os meios de produção lhe oferece. que são muito gerais e não atingem sobremaneira o espírito humano, blindado que é do que lhe tenta melhorar ou piorar por vias abruptas. que, então, dê-se ao homem a possibilidade de evoluir seu espírito para o bem, que ele transformará a esperança na foz dos seus anseios, e o mundo no espelho da sua própria evolução. que toda arte que cuida do espaço cubra todos os ângulos, porque ângulo algum sozinho será capaz de cumprir sua função e revelar, como foz ou espelho, o mínimo de toda a natureza humana e das formas que produz.

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