sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
A notícia vivenciada
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
31° do André
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
como morrer em público
um pedreiro desabou no passeio
(a criança o carregou nos ombros por sete metros até o pronto socorro municipal)
debateu-se em frente à escola juvenil
assustando a vendedora de cachorro-quente
chamou-se a ambulância
era tarde
morreu às onze horas da manhã
constou no relatório do IML
quatro horas depois.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
bilhete*
quarta-feira, 26 de maio de 2010
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
aconteceu
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
sábado, 26 de abril de 2008
sábado, 15 de março de 2008
A lenda negra (sobre a questão espanhola)
La leyenda negra española está de vuelta. Renacida. Resucitada. Parece inevitable: la propia definición que el diccionario de la Real Academia de la Lengua Española hace de ´leyenda negra´ (“opinión contra lo español difundida a partir del siglo XVI”) está diseminándose por el mundo. Después de los tétricos episodios en las salas de retenciones de Barajas y El Prat, la imagen de la España de la conquista se ha tatuado en la imaginación de los extranjeros, principalmente de los latino americanos. La España torpe, católico céntrica y brutal que Fray Bartolomé de la Casas retrató en Brevísima relación de la destrucción de las Indias, vuelve/renace: “Hacían unas orcas largas que juntasen casi los piés á la tierra, y de trece en trece, á honor y reverencia de nuestro Redentor y de los doce Apóstoles, poniéndoles leña y fuego los quemaban vivos”. Parece que de nada han servido años/décadas de buenas intenciones, progreso capitalista y presunta civilidad europeizada. Las insultantes palabras del historiador Philp Wayne Powell, recogidas en su libro Tree of Hate, están ganando argumentos a este lado del Atlántico: “Los españoles se han mostrado históricamente como excepcionalmente crueles, intolerantes, tiránicos, oscurantistas, fanáticos, avariciosos y traidores”. Y es que, aunque la leyenda negra fue encendida por los enemigos del Imperio que sufrían la competencia comercial/colonial o simplemente presión política, es difícil limpiar el oscurantismo tiránico de la historia de España.
Continua... (clicando aqui)
quarta-feira, 5 de setembro de 2007
E isso é só um blog amador...
segunda-feira, 13 de agosto de 2007
Apocalipse Now!
Outro dia eu li uma reportagem sobre um sujeito já velho no mundo da Internet (ou seja, com seus 30 e poucos, 40 anos), que participou ativamente lá do começo do primeiro boom e que ainda está por aí. Ele falava mal da tal web 2.0. O que é isso? É isto; são os blogs, a Wikipedia e tudo isso que conta com a participação de todo mundo (teoricamente). Ele dizia que essa característica ilusoriamente democrática é, na verdade, uma patifaria. Que o mainstream, justamente por ser grande e limitado, por ser conhecido e tradicional, também é previsível: a gente sabe qual revista dá uma ajudazinha ao governo, sabe que aquela outra faz capas para vender e etc. Já com a internet, ou melhor, com a web 2.0, não se sabe quem faz a notícia. Vocês, por exemplo, que não me conhecem; imaginem que este blog não fosse este blog, fosse sobre política e nós fizéssemos um trabalho sério - só que voltado para alguma determinada corrente partidária (sutilmente, claro). Para o tal, esse é o perigo, a patifaria.
(Para outro, um cientista meio louco que implantou um chip no corpo para poder acender e apagar a luz com o movimento da mão (e que apareceu no Fantástico), a internet já é a máquina incontrolável que a ficção científica previa: segundo ele, na prática, não se poder mais pará-la.) Mas este parágrafo foi só um parêntese.
Bem, o que tudo isso tem a ver com a minha teoria do Apocalipse - já chego lá.
Andou muito na "pauta" de todos os noticiários (da internet ou não) a prisão do colombiano de apelido muito engraçado para um traficante internacional perigosíssimo: o Chupeta. Fosse Capeta ou mesmo Vampeta, tudo bem, mas Chupeta? Enfim. Eles estão avançados, muito mais do que eram na década de 80 (é o que esses noticiários fazem questão de frisar, sempre citando o cinematográfico Pablito Escobar). Agora, esse avanço todo (até submarino para levar droga para os EUA eles usam) tem lá seu custo. A lógica, para mim, funciona mais ou menos assim: eles cometem um crime; a polícia vai atrás; eles criam formas para não serem pegos; a polícia cria formas para pegá-los, e etc. No mundo econômico o raciocínio vira: dinheiro para fugir, dinheiro para pegar. Ou seja: os usuários pagam para os traficantes (aqueles que lhes possibilitam o uso) poderem continuar sua nobre função e os cidadãos (usuários e não-usuários) pagam para a polícia impedir que os traficantes sigam traficando. (Vamos deixar de lado os outros custos pagos pelos cidadãos, ok?).
Enfim, a pergunta inevitável: onde é que tudo isso vai dar?
E, mais, quêque o cu tem a ver com as calças?
Primeiro, para onde estamos indo, e em todos os casos aqui citados. Ora, tudo isso levará a uma coisa: a elitização. Traduzindo: quem tem mais dinheiro terá acesso a informações mais ou menos confiáveis (ou ao menos de uma confiabilidade previsível) e às drogas, caso se interesse por ambas. E claro que se interessam, afinal, o que move este nosso planeta repleto de seres humanos? Drogas e informações. Daí chegamos ao Apocalipse.
É que, como já deu para perceber, estamos no meio de um processo de desigualdade social cujo objetivo é gerar sempre um pouco mais de desigualdade (indiretamente, ao menos, se o objetivo, na verdade, é só dar mais dinheiro aos que já têm o tal). Como tudo está avançando muito rápido, naturalmente o fim também chegará mais rápido. Brasil, Índia, China estarão muito mais divididos do que estão hoje. Serão bilhões de pessoas privadas de informações e drogas (as ilícitas, pelo menos).
Se a economia dos EUA já está cambaleando e já se diz que esta crise atual representa um marco na divisão do poder americano com outros países, isso só fortalece essas bilhões de pessoas.
Agora, o que será o meu Apocalipse? Aí eu não sei, já fui longe demais para chegar até o fim... até defender os americanos eu já defendi. Mas me deixem ir um pouquinho mais.
A nossa querida Bíblia, se não me engano, diz que no fim Deus ficará com os bons e arrependidos e chutará os pecadores imperdoáveis para o inferno. Então, quer dizer, será, que o DINHEIRO é o tal Deus?
Agora entendi tudo, porque o Marx era ateu. Entendi.
sexta-feira, 13 de julho de 2007
domingo, 3 de junho de 2007
terça-feira, 13 de março de 2007
Suplemento Literário de MG
* Devo confessar que a nova aparência do QSEDQ foi um tanto inspirada pelo que me causa o visual do Suplemento.
PS.: Aliás, no site eles disponibilizam (com algum atraso) versões em PDF do referido, e lá também a assinatura é gratuita para qualquer mortal. E não preciso dizer que vale o clique.
sexta-feira, 9 de março de 2007
Em São Paulo
Conceito
- Você não acha?
- Não sei, você que inventou esse conceito.
Frase
A beleza ajuda a valer a pena.
Frase
Os blogs são tentativas individuais de contribuir com o big brother universal.
Sinal Aberto
- Mas eu nem queria atravessar.
Diálogo
- Ele riu de você.
- Riu nada.
- Não? Riu e ainda cutucou o outro.
Fim da história de amor brasiliense (ou Romeu e Julieta brasiliense)
- O carro dela não tinha ar condicionado.
Diálogo
- Olha, é muito confortável.
- Não ligo pra isso.
- Ih, mas é obrigatório.
Poesia interurbana (ou prosa+enter)
hoje descobri um poema
que fiz.
meu vizinho de banco
depois de quinze minutos cada
de silêncio
resolveu abrir um papel
onde li de esguelha
meio desiludido
meio satisfeito
um poema que eu poderia ter feito.
sábado, 10 de fevereiro de 2007
O Teatro Quântico
Quando o último Papa, o Wojtyla, morreu, fiquei triste, minha garganta fechou e no escuro do meu quarto acendi uma vela em sua homenagem – imagino que Papas devem gostar de velas, o que fiz questão de deixar instantaneamente registrado em uma fotografia da minha Polaroid. Para mim, ele foi o último dos branquelos chefes do Vaticano, pelo menos até agora, porque este alemão-com-cara-de-malvado não é um Papa. Está mais com cara de amigo do Berlusconi e confidente do Bush do que de Papa. Mas não é esse o caso.
Não o conhecia muito bem, o falecido. Via o velhinho da sua janelinha no Vaticano, dizendo umas coisas sempre com sotaque estranho e esse era todo o contato que tínhamos. Ele era o Papa, mas ainda assim se equiparava, no setor de cognição do meu cérebro, à mendiga que via todo dia na calçada da minha rua. Com todo respeito a ambos. Fato foi que eu mesmo não entendi a minha reação com a morte do pontífice Josef.
Não depositei a responsabilidade no título da universidade que eu cursava – a Pontifícia de São Paulo, cujas lembranças estão mais para Fernandinho Beira-Mar e Marcola que o Papa em si. Muito menos em sentimentos nostálgicos do colégio de freiras que estudei do Jardim I até meados da sétima série.
Talvez sentisse de forma reflexa a tristeza profunda que deve ter abatido o nosso enorme povo arrebanhado pela santa igreja apostólica romana; o povo brasileiro de verdade, que tem índio e negro e português e sabe-se-lá-mais-o-quê no sangue. Já que Iemanjá nem Tupã vão morrer, já que nem Jesus, que já tentou, morre mais, esse povo católico (mas meio de esguelha) teve o direito de chorar a ida do único mortal que podiam idolatrar unanimamente. Os sucessos das suas visitas bem mostravam isso, ainda que contassem com o atrativo dos shows do Rei. E nem o Lula morreu nesse interregno para sabermos a verdadeira devoção sentimental do brasileiro ao presidente.
Mas acho demasiada essa minha pretensa super-sensibilidade. Ela não me convence sozinha.
Tampouco haveria de ser alguma verve católica da minha parte. Até fui batizado na Igreja Matriz de uma cidadezinha, prima-comunhado em outra Igreja Matriz de outra cidade e, como disse, estudei anos em colégio de freiras. Mas depois me neguei tão peremptoriamente a possibilidade de fazer a Crisma que não houve mais insistência familiar. Hoje Jesus é uma lenda-espelho de Buda, que é outra lenda, e a Bíblia um compilado de lendas vertidas num códice por interesseiros da antiguidade. Tudo com seu devido valor - devido.
O que foi aquilo, então, meu deus?
As forças midiáticas agindo sobre minha mente indefesa?
Dada a minha midiafobia, mesmo ainda em estado inicial, não creio seja essa a resposta.
Coincidência com um meu estado de fragilidade em virtude de uma crise (i) existencial, (ii) amorosa, (iii) familiar, etc? Nãão... não havia crise competindo com o plantão da Rede Globo e as manchetes do UOL.
Foi então que, um ano e tanto depois, o finado Karol me emocionou novamente, agora com o auxílio evidente de artimanhas midiáticas. Isso quando assisti a um filme – patrocinado pelo Vaticano – sobre a história do tal polaco. O roteiro ia da sua infância à eleição vencida no Vaticano. Passava pela perseguição nazista, a morte do pai e dos amigos, o amor de uma mulher renegado pela batina, a pregação, os supostos milagres que justificaram sua santificação-relâmpago, etc. Então e só então aquele sentimento no meu quarto escuro fez sentido; quem viu o filme com o mínimo de sensibilidade deve ao menos compreender o que digo. Nesse tipo de película nos esquecemos de qualquer discussão sobre as maldades que o bom protagonista defendeu para nos concentrarmos nas coisas boas e capazes de nos emocionar – exercício, aliás, que pode ser praticado de vez em quando com relação a outras coisas neste mundo. Ademais, eu até concordo com a sua contrariedade à camisinha, embora tenhamos, eu e ele, motivos distintos para tanto; mas os motivos não importam quando chegam ao mesmo lugar.
Era a hora certa de entrar em cena. Foi só então que se fecharam as cortinas. Os sentimentos me mostraram que nada têm a ver com esse Tempo que me empurra o tempo todo. Eles se interconectam quanticamente como se estivessem lado-a-lado no mesmo palco e na mesma peça, ainda que anos ou quilômetros distantes entre si; se explicam, se completam, se relacionam, travam diálogos e desfilam monólogos, tudo neste palco aqui: eu. O caso do Papa foi uma peça no meio de outras infinitas que nem sei se começaram e ainda vão terminar, ou se já terminaram e ainda vão começar. Neste meu teatro quântico particular nem eu tenho voz; não posso escolher a hora de entrar ou sair de cena: sou só o palco.
quinta-feira, 26 de outubro de 2006
Então é isso? (A notícia* presenciada)
Policiais militares trocaram tiros com acusados de roubar um carro na noite de ontem; garoto, de 10 anos, não corre risco de morteDois dos quatro criminosos foram presos; ainda não se sabe se tiros que acertaram a criança partiram das armas dos PMs ou dos ladrões
DO "AGORA"
Um menino de dez anos levou dois tiros durante um tiroteio entre policiais militares e assaltantes de carro, na noite de ontem, na alameda Campinas, nos Jardins (zona oeste de São Paulo). Ainda não se sabe se os tiros que acertaram o garoto partiram da arma dos policiais ou dos criminosos.O menino Diego foi levado pela PM ao Hospital das Clínicas e não corre risco de morte. As balas lhe atingiram a perna direita e o tórax. Até o fechamento desta edição, médicos avaliavam se ele teria de passar por uma cirurgia.O assalto ocorreu a poucos metros do local do tiroteio, na esquina da alameda Jaú com a avenida Brigadeiro Luís Antônio. Por volta das 19h30, dois homens -um deles armado- abordaram a dona de um Fox e a obrigaram a deixar o veículo. A vítima, que não quis se identificar, disse que, logo depois, pegou um táxi, que passou a perseguir o Fox. No caminho, o táxi cruzou com PMs, e o taxista lhes contou sobre o ocorrido.Segundo a polícia, havia quatro homens no Fox quando o carro foi abordado, e um dos criminosos saiu atirando. Na troca de tiros, Diego, que ia com a mãe para casa, nas proximidades, acabou ferido.Dois dos criminosos, que não estavam armados, foram presos e encaminhados ao 78º DP. Outros dois conseguiram fugir.As armas dos policiais envolvidos no tiroteio serão levadas à perícia, que irá investigar se os tiros que acertaram o garoto partiram delas.Policiais civis do 78º DP não quiseram dar informações sobre o caso. Oficiais da PM presentes no DP também se recusaram a falar.