
quinta-feira, 11 de junho de 2009
a tempo:
iluminar ficou velho; o que tá valendo é desescurecer. nem que seja pra arreganhar os olhos...
leiteiros de deus
o padre daquela paróquia usava contar uma estória - com "e", ele frisava - de que éramos todos leiteiros de deus. pela manhã, o senhor acorda de seu leito celeste e, com um tapinha, nos levanta da cama - às vezes mais cedo do que esperávamos: nascemos.
daí grita que quer leite, da vaca, quentinho. num pulo, estamos no curral, ajoelhados, contando alturas no balde. mas como a disputa é grande - ele tem muitos leiteiros -, no fim, quem ganha, é quem colocou o balde mais perto do senhor.
por fim, ele dizia: chute o balde com muita força, que ele não tem muita frescura não.
terça-feira, 2 de junho de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
sexta-feira, 24 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
sábado, 4 de abril de 2009
terça-feira, 31 de março de 2009
segunda-feira, 23 de março de 2009
sábado, 21 de março de 2009
domingo, 8 de março de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
sábado, 14 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
sábado, 7 de fevereiro de 2009
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
sábado, 31 de janeiro de 2009
prefácio
hoje é o primeiro. não conheço outras terras nem outros sóis. estou sozinho como sempre, desde agora. o cronômetro invisível aguarda o tiro que ecoa. sou eu, e eu. os amigos mortos e enterrados dentro do meu corpo - o brilho dos sorrisos está nas minhas córneas - que não piscam. as aventuras estão suspensas no sangue, surdas com o intervalo infinito das batidas. os prazeres. os medos. as imolações que proponho são vazias. meus sonhos também. ainda vai chegar.
sexta-feira, 30 de janeiro de 2009
natureza morta com peixes vermelhos
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
segunda-feira, 19 de janeiro de 2009
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
sexta-feira, 26 de dezembro de 2008
terça-feira, 4 de novembro de 2008
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Uma saída para esta vala:
Para variar, a janela que traz a luz me encerra: sou apenas uma janela. Um espaço bidimensional, avidraçado, geralmente retangular; dispostas horizontal e verticalmente pela cidade, são os indivíduos da paisagem: e eu.
Eu: uma janela. Postado entre as duas realidades do mundo, parapeito do interior, observador do exterior, e nada além disso. Minha condição humana chega a ser curiosa: desfocado em prol da paisagem, os dois pontos nos quais insisto demonstram bem, em fila interminável de conclusões, minha concretude de inexistente. Meus desejos são os de uma janela: ora não fazer mais do que não atrapalhar, ora me postar como um impedimento, inconsciente de que qualquer atitude ou consciência não me fará mais que uma regular janela. Como uma janela que coloquei como personagem num conto, cuja droga para se distrair da desesperança típica de seres-janela é o sarcasmo, irresistível para se sentir um pouco mais que uma simples janela a serviço dos moradores e dos passantes.
Um sujeito com conclusões imprecipitadas, seja lá o que o leitor entender dessa palavra. Eu quero dizer mais ou menos o seguinte: não tenho símbolos pré-criativos, ou seja, não crio com vistas à uma conclusão, mas o contrário: crio por uma solução. Impremeditadas. Desta forma, o processo criativo para mim é ao mesmo tempo prazeroso e doloroso. O prazer pela auto-descoberta; a dor pelo mesmo motivo. Ao mesmo tempo é difícil e fácil: este porque não estou preso a nada; aquele porque, sem nada em que apoiar, vacilo constantemente. Corrijo: meu suporte é a minha inspiração voltada para que eu torne concreta alguma comunicação. Uma comunicação, no entanto, que não me pertence e de que tampouco me sinto proprietário. É autoral na mesma medida em que o vidro influencia na visão da paisagem. Não é realista, nem afeita ao proselitismo de observadores ou paisagens; é somente influência. O que pode parecer uma fraqueza para os espíritos viçosos, sustentados por temáticas clássicas a modernas, para mim, valado no pós-modernismo, pode ser uma nova opção, uma nova linguagem, típica de porquinhos ingênuos mas ardilosos.
São sujeitos para os quais não importa quem olha, o que se olha ou como se olha. O que importa é olhar. Preferem o verbo, enquanto os outros elementos, não sendo dispensáveis, são acessórios. E o que vier disso não é só bem vindo, mas também verdadeiro; não a verdade absoluta, às vezes até colocada em maiúscula, mas como parte da verdade maior que, já vimos, não alcançaremos por meio da linguagem, e sim por meio das pessoas que a linguagem atinge.
Sujeitos para os quais a esperança é um gato com várias vidas já mortas e que, como toda geração, tem a sua nas mãos e quer, agora, decidir o que fazer com ela: comunicamos mais do que qualquer outro em qualquer época imaginou ser possível se comunicar. E não estamos satisfeitos, claro.
Eu: uma janela. Postado entre as duas realidades do mundo, parapeito do interior, observador do exterior, e nada além disso. Minha condição humana chega a ser curiosa: desfocado em prol da paisagem, os dois pontos nos quais insisto demonstram bem, em fila interminável de conclusões, minha concretude de inexistente. Meus desejos são os de uma janela: ora não fazer mais do que não atrapalhar, ora me postar como um impedimento, inconsciente de que qualquer atitude ou consciência não me fará mais que uma regular janela. Como uma janela que coloquei como personagem num conto, cuja droga para se distrair da desesperança típica de seres-janela é o sarcasmo, irresistível para se sentir um pouco mais que uma simples janela a serviço dos moradores e dos passantes.
Um sujeito com conclusões imprecipitadas, seja lá o que o leitor entender dessa palavra. Eu quero dizer mais ou menos o seguinte: não tenho símbolos pré-criativos, ou seja, não crio com vistas à uma conclusão, mas o contrário: crio por uma solução. Impremeditadas. Desta forma, o processo criativo para mim é ao mesmo tempo prazeroso e doloroso. O prazer pela auto-descoberta; a dor pelo mesmo motivo. Ao mesmo tempo é difícil e fácil: este porque não estou preso a nada; aquele porque, sem nada em que apoiar, vacilo constantemente. Corrijo: meu suporte é a minha inspiração voltada para que eu torne concreta alguma comunicação. Uma comunicação, no entanto, que não me pertence e de que tampouco me sinto proprietário. É autoral na mesma medida em que o vidro influencia na visão da paisagem. Não é realista, nem afeita ao proselitismo de observadores ou paisagens; é somente influência. O que pode parecer uma fraqueza para os espíritos viçosos, sustentados por temáticas clássicas a modernas, para mim, valado no pós-modernismo, pode ser uma nova opção, uma nova linguagem, típica de porquinhos ingênuos mas ardilosos.
São sujeitos para os quais não importa quem olha, o que se olha ou como se olha. O que importa é olhar. Preferem o verbo, enquanto os outros elementos, não sendo dispensáveis, são acessórios. E o que vier disso não é só bem vindo, mas também verdadeiro; não a verdade absoluta, às vezes até colocada em maiúscula, mas como parte da verdade maior que, já vimos, não alcançaremos por meio da linguagem, e sim por meio das pessoas que a linguagem atinge.
Sujeitos para os quais a esperança é um gato com várias vidas já mortas e que, como toda geração, tem a sua nas mãos e quer, agora, decidir o que fazer com ela: comunicamos mais do que qualquer outro em qualquer época imaginou ser possível se comunicar. E não estamos satisfeitos, claro.
Mas qual caminho queremos tomar?
Exponenciar a comunicação até que ponto?
Quais são as nossas opções e os seus respectivos limites?
Para onde queremos ir?
Vamos começar a tomar o controle do que temos ou vamos deixar o que temos nos controlar?
Minha saída - uma fatalidade, é certo: sermos janelas, com todas suas limitações e todas suas vantagens. Sermos o meio. Os quartos, as salas, as ruas e as montanhas; os moradores, os passantes e os animais já foram pisados e repisados. Existem, e ponto. Nem sujeitos nem objetos: verbos (com ou sem suas implicações bíblicas, a depender de cada um).
Se a pretensão é demais, talvez isso seja uma boa idéia de que é um caminho promissor.
Se a pretensão é demais, talvez isso seja uma boa idéia de que é um caminho promissor.
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
terça-feira, 28 de outubro de 2008
bagagem
estou me alforriando de mim mesmo -
o que devo levar?
e estes post-it´s ainda grudados na minha pele?
esta parafernália toda:
até onde ainda serei eu?
domingo, 26 de outubro de 2008
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Há quanto tempo
"... a vida é, em certa medida, quântica, já que se rege pelo princípio da incerteza e da indeterminação."
É o Ferreira Gullar, na FSP de ontem (19-10), explicando o título deste ignorativo e a nossa antiga atração pelo adjetivo (quântico) (esclarecendo: ainda antes d'O Segredo e etc...).
oQuê?:
O Fidi e o Beque,
OBS.:,
Qüantíca,
QuemPrensa
sábado, 18 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Uma observação
Outro dia estava conversando com o Marco sobre as nossas séries aqui no QSEDQ, e de que eu gostaria de dizer algo sobre elas. É que, na minha opinião, elas ultrapassam (ou devem ultrapassar) as fotografias e os textos com os quais as ilustramos. Mais do que isso, são sugestões para o olhar dos nossos parcos (sempre parcos) leitores.
Se, por exemplo, viajando para um confim do mundo, você testemunha uma atitude que até então julgava brasileira: qualquer lugar do mundo - o nosso QLDM. Se repara num conjuntos de luzes interessante - constelações. Se enxerga a presença divina num raio de sol passando pelas nuvens - eyeing. Se vê uma construção ou objeto fálico - oFálico. Se presencia, sei lá, um avião pousando numa estrada: crisdentidade.
São, portanto, formas de enxergar o mundo e os acontecimentos. Não a nossa forma, mas nossa contribuição para refletirmos um pouco as nossas experiências.
É isso, pode continuar.
sábado, 13 de setembro de 2008
Voltando ao assunto (Orkut)
Na pesquisa de campo para o texto do Orkut, encontrei uma narração que achei boa:
Meus amigos, eu sei o que é não ser correspondido, Atualmente, vivo muito bem obrigada, mas já passei por momentos românticos infelizes. Por isso, vou contar uma história de um amigo que vive a situação de se dedicar por uma mulher e não ter o mínimo de consideração por parte dela.
Vamos lá, o caso acontece entre meu amigo Jaspion e minha amiga Rosarita Chanel. Apesar de parecer estranho um amor nipônico com uma sertaneja fashion, o romance aconteceu. Pelo menos no início. Os dois saiam juntos, se divertiam mas em um ponto não combinavam. O Jaspion tomava refrigerante e a Rosarita mandava o saquê do avô dele. Ela reclamava que ele não aguentava a bebida, e ele dizia que ela bebia demais.
Mas o fato é que o Jaspion se apaixonou de verdade, mas a Rosarita Chanel não estava nessa. O coitado ligava de cinco em cinco minutos e ela nem aí. Um dia, numa das chapações de pinga mineira Rosarita, ao som de "Galopeira", a menina desandou a gritar impropérios ao telefone para o coitado, que sem entender nada, chorou abraçando o tamagochi.
Eu até que tentei dar conselhos para ela, mas sem sucesso. O negócio dela era uma garrafa cheia. O que fez Jaspion? Começou a beber em doses cavalares para poder acompanhar a amada, e provar que eles eram feitos um para o outro . Depois de quase passar um colapso no fígado, foi procurar sua musa. Sabe o que ela fez?Disse que por causa da lei seca, precisava de um namorado que não bebesse. O Jaspion saiu dirigindo e foi preso. A Rosarita ...bom, ela nem lembra...rsss
Meus amigos, eu sei o que é não ser correspondido, Atualmente, vivo muito bem obrigada, mas já passei por momentos românticos infelizes. Por isso, vou contar uma história de um amigo que vive a situação de se dedicar por uma mulher e não ter o mínimo de consideração por parte dela.
Vamos lá, o caso acontece entre meu amigo Jaspion e minha amiga Rosarita Chanel. Apesar de parecer estranho um amor nipônico com uma sertaneja fashion, o romance aconteceu. Pelo menos no início. Os dois saiam juntos, se divertiam mas em um ponto não combinavam. O Jaspion tomava refrigerante e a Rosarita mandava o saquê do avô dele. Ela reclamava que ele não aguentava a bebida, e ele dizia que ela bebia demais.
Mas o fato é que o Jaspion se apaixonou de verdade, mas a Rosarita Chanel não estava nessa. O coitado ligava de cinco em cinco minutos e ela nem aí. Um dia, numa das chapações de pinga mineira Rosarita, ao som de "Galopeira", a menina desandou a gritar impropérios ao telefone para o coitado, que sem entender nada, chorou abraçando o tamagochi.
Eu até que tentei dar conselhos para ela, mas sem sucesso. O negócio dela era uma garrafa cheia. O que fez Jaspion? Começou a beber em doses cavalares para poder acompanhar a amada, e provar que eles eram feitos um para o outro . Depois de quase passar um colapso no fígado, foi procurar sua musa. Sabe o que ela fez?Disse que por causa da lei seca, precisava de um namorado que não bebesse. O Jaspion saiu dirigindo e foi preso. A Rosarita ...bom, ela nem lembra...rsss
Do perfil de "Jack"
O Orkut
O Orkut é um negócio muito engraçado, um acontecimento social digno de ser objeto de estudos no futuro. (Aliás, boa idéia criar-se uma cadeira acadêmica como o nome ciências de estudos do futuro.) Mas, voltando, o orkut: coisa engraçada. Tentem criar um pseudo-perfil e navegarem livremente pelo site com os olhos de um pseudo-orkutiano. Digitem um nome comum com um sobrenome comum e vejam no que dá. "Fabio Guimaraes" por exemplo. Observem o resultado da pesquisa pelo seu amigo Fabio Guimaraes, sem acento mesmo. Vejam as fotos dos perfis, as cidades e as auto-descrições. Sintam como a coisa é engraçadíssima, além de ser um potencial objeto de estudos no futuro, claro.
quarta-feira, 10 de setembro de 2008
sábado, 30 de agosto de 2008
Assinar:
Comentários (Atom)





























